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19/10/2016 07:02h

Telessaúde Redes do Município de São Paulo: panoramas e desafios

Imagem Noticia

Troca de informações e de experiências, trabalho cooperado e integração: essas são algumas das palavras-chave para descrever a qualidade da atenção primária no sistema de saúde pública de São Paulo. Com a consolidação do programa Telessaúde Redes do município, profissionais da saúde conquistaram uma plataforma de auxílio ao atendimento médico, que vem ampliando a resolutividade dos casos e garantindo a qualidade do acesso.

Criado em 2007, no Ministério da Saúde, o programa Telessaúde Brasil Redes foi responsável por auxiliar de maneira mais objetiva o serviço médico, através do uso de tecnologias da informação e comunicação.  Em setembro de 2014, a mesma ação foi implementada na cidade de São Paulo  por meio da Portaria nº1988/SMS.G de 2014 e é integrada por gestores da saúde, instituições formadoras de profissionais de saúde e serviços de saúde do SUS.

Os serviços de Teleconsultoria, Telediagnóstico, Segunda Opinião Formativa (SOF) e Tele-educação estão disponíveis na plataforma online, integrada aos prontuários eletrônicos, para que o trabalhador possa aprimorar seus conhecimentos a fim de obter uma segunda opinião a respeito do diagnóstico. Do outro lado da tela, há profissionais prontos para responder, de maneira direta e objetiva, questões que levariam mais tempo para  encontrar solução. Ao invés de mergulhar em artigos científicos, cuja linguagem muitas vezes é complexa e cansativa, o portal trabalha com a tradução do que pode ser aplicado na prática.

Segundo a Presidente do Comitê Telessaúde Redes do Município de São Paulo, Ana Estela Haddad, nas demais partes do país, os consultores são externos ao sistema de Atendimento Básico, o que faz com que a distância entre a realidade da rede aumente. “Os encaminhamentos em São Paulo são mais precisos, porque as respostas são contextualizadas por gente que conhece a rede”, afirmou ela durante o evento “Telessaúde Redes do Município de São Paulo: panoramas e desafios”, realizado nesta quinta-feira (19/10), no prédio-sede da Prefeitura.

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Dra. Ana Estela Haddad, primeira-dama de São Paulo e Presidente do Comitê Telessaúde Redes do Município

O projeto conta com equipes de 122 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e o objetivo é atingir as 256 até o final do ano, segundo o Secretário Municipal de Saúde, Alexandre Padilha.  As equipes já consolidadas pertencem a áreas de maior vulnerabilidade social da cidade. Mas as mudanças estruturais na saúde vão além. O município registra dois milhões de consultas a mais na Atenção Básica (em comparação com o ano de 2012), fato numérico que está atrelado à qualidade, graças a programas como este.

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Elaine Gianotti, Alexandre Padilha, Ana Estela Haddad, Verônica Abdalla e Maria José da Silva

O trabalho de fortalecimento da rede conta com o apoio fundamental da Biblioteca Regional de Medicina (BIREME), responsável pelo desenvolvimento da plataforma e por conceber, orientar e estruturar as ações necessárias para a realização efetiva da capacitação dos profissionais. Veronica Abdalla, gerente de Serviços Cooperativos de Informação da BIREME,  Maria José da Silva, chefe de gabinete da Reitoria da UNIFESP, que também integra o Comitê Telessaúde. e Elaine Gianotti, coordenadora da Regulação da Secretaria Municipal da Saúde, integraram a mesa de apresentação do Telessaúde.

 

 

*Fotos: Eduardo Ogata

 

 

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